quinta-feira, 7 de março de 2013





“Ela era diferente em todos os sentidos. Era do tipo adorável que gostava de música boa e que sabia ser engraçada sem forçar a barra. Sonhava acordada e seus olhos transmitiam tudo aquilo que ela estava pensando, como um espelho interior. Quando eu digo que as partes não condizem, e que nenhum livro completaria essa estante, eu falo sério. Era do tipo que gostava de beber água da chuva e conversar com a lua. Queria que os seus pedaços caíssem na madrugada. Posso apostar que ela colocaria a língua pra fora da janela e experimentaria pra tirar à prova aquela história de que a lua é feita de queijo. Era um rio sem fundo, sem água, sem peixes. Enquanto todos os outros na madrugada de chuva queriam um corpo para se aquecer, o ventilador era essencial para que ela sentisse frio. Gostava dele, independente de tudo. Alguns encontram aconchego em pessoas, outros em cobertores. ”

— Fim do mundo, parte I. Falsíproco (Tumblr)





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