segunda-feira, 10 de março de 2014

Pétalas (Conto)

Pétalas



Rosas. Sempre estiveram presentes. Sempre estiveram aqui. Presentes, fossem nas músicas que escutava, ou as palavras que tão ao acaso em um conto eu compunha. Logo eu, que romântica eu disse não ser, percebi que só de amor eu vinha a falar.

        Agora mais que nas músicas ou palavras escritas, mais próxima esta. Ao acordar, com os poucos raios da manhã que vem meu quarto banhar, antes mesmo de me levantar, a vejo. Iluminada pelo mínimo possível de luz, mas ainda sim radiante, com as pétalas abertas em seu vaso esguio singular, só ela em meu quarto sabe brilhar.

Seu cheiro doce, aroma que invadira meu com tanto encanto, faz com que o primeiro “bom dia” do dia a ela eu queira dar. Sento na cadeira próxima ao móvel de madeira, o seu altar particular, e a observo. Sorrio com as lembranças que cada pétala ali presente me remete. Já faz alguns meses, mas cada dia, hora e momento parecem estar frescos na memória, como se ainda ontem tivessem acontecido.  Sorrio mais uma vez, com a sensação de coração cheio, inundado de amor, que só ela é capaz de me proporcionar. Mesmo que alguns quilômetros e horas do dia ainda nos separem, de alguma forma, observar aquela rosa nos aproxima e eu sou capaz de conseguir esperar até o fim do dia para a minha verdadeira rosa poder encontrar.



Por Lis Selwyn
(10/03/2014)

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