quarta-feira, 2 de julho de 2014

The Way You Look Tonight (13º Capítulo - Fanfic)

Notas: Mais um capítulo repleto de emoção para vocês! ;) 




Capítulo 13: Things Will Go My Way

“So hold me now
And say it's not forever
Cause maybe someday, in time
Things will go my way”
(The Calling, Things Will Go My Way)


Clara’s POV:

As semanas após a morte de Cadu se passaram arrastadas, apagadas e sem ânimo algum. Eu havia voltado para o apartamento onde costumava viver com ele e Ivan para ajeitar as coisas e cuidar do meu filho. Não que eu e Marina tivéssemos nos separado, longe disso, ela vinha sendo minha grande força nesses dias difíceis, mas havíamos concordado que pelo bem de Ivan, que era nossa prioridade, que o ideal seria que eu passasse alguns dias com ele. Passamos duas semanas apenas nos comunicando por telefone e email, mas aqueles dias afastadas serviram para nos fortificar ainda mais. Na terceira semana, quando Ivan voltou para a escola, foi quando vi Marina pela primeira vez desde aquela vez em que ela estava ao meu lado no hospital.

- Clarinha! – A castanha exclamou ao me ver entrar pela porta do estúdio. Estar longe dali por duas semanas havia sido muito mais difícil do que eu esperava. Envolveu-me em seus braços em um abraço confortante. – Que saudades...como é bom te ver!

Selamos nossos lábios que pareciam ansiar tanto por aquele encontro quanto nós.

- Eu também...é tão bom...estar de volta...- Olhei ao redor, acariciando as madeixas levemente enroladas de Marina que insistiam em cair em seu rosto.

- Como você está? E o...Ivan?

- Bom, eu estou melhor agora...que a reencontrei...- Acabei confessando. -...mas Ivan, continua abatido, tadinho! Tem que ver, ele está dormindo essas noites na cama comigo...e sempre chama pelo pai...- Acabei confessando. A dor de perder Cadu era difícil, mas não se comparava a dor de ver Ivan sofrendo.

- Perdas nunca são fáceis...- Marina e eu sabíamos disso muito bem, por isso acabei concordando com ela com a cabeça.

- Mas...ele te mandou algo.

- Para mim? – Marina pareceu surpresa e ao mesmo tempo desconfiada.
- Acredite se quiser! – Brinquei com ela, retirando da minha bolsa uma folha sulfite dobrada ao meio. – Um convite de honra...

Ao abrir a folha que estava dobrada ao meio, Marina se deparou com algumas letras tortas e infantis, Ivan que havia escrito aquele convite.


“ Oi, Marina.
Eu e minha mãe vamos nos aventurar em um cardápio muito elaborado hoje à noite. Você está convidada para ser cobaia das nossas experiências.
Um abraço,
Ivan.”



Marina acabou sorrindo de um jeito meigo que eu desejei ter em mãos uma máquina fotográfica para poder registrá-lo. Aquele convívio com ela vinha me despertando a vontade de registrar momentos, e com certeza aquele seria um deles.

- Agora eu sei o que você quer dizer quando fala que está me fotografando mentalmente...- Acabei confessando.

- Como assim? – Ela foi pega de surpresa, ainda parecia distraída com o papel.

- A forma como você sorriu...- Percebi o rosto de Marina ficar levemente avermelhado. Era quase impossível deixá-la sem graça, por isso, quando eu conseguia, me sentia incrivelmente lisonjeada por tal feito.

- É...que...o convite...ele...- Marina suspirou, e então explicou as palavras que vinha tentando encontrar em sua mente. – Desde o início, quando eu soube que você correspondia do mesmo sentimento que eu, Ivan sempre fora minha preocupação. Eu não queria, nunca, estragar o relacionamento de vocês...era algo que eu temia demais...- Marina confessou. – E vê-lo...assim, me chamar para a casa de vocês...isso me deixa muito feliz! Eu sei que, ainda mais depois da morte do pai, não deve ser fácil para ele.
- E não é, Marina...e não é! Mas meu filho é uma pessoa extremamente especial, ele tem um coração de ouro...e ele sabe o bem que você me faz. Não estou te dizendo que ele dirá que somos uma família da noite para o dia, mas ele está realmente disposto a nos dar uma chance.

- Ele é especial assim porque é se filho! E eu não quero desapontá-lo! – Marina apressou-se a dizer, me fazendo sorrir.

...


Trabalhei no estúdio até a hora de buscar Ivan na escola. Seguimos para casa e eu havia combinado com Marina por volta das oito horas da noite, nossa previsão do jantar. Ivan havia separado em pequenas tigelas os ingredientes, não era nada elaborado como ele havia descrito na quarta, na verdade era uma maratona de cachorros-quentes prensados com vários acompanhamentos diferentes.

- Ih, olha lá cara, a campainha! – O alertei quando a campainha da sala tocou.

- Pera ai mãe, eu não to pronto! – Ivan correu para o quarto quase que imediatamente, o que achei estranho, uma vez que desde a hora que havíamos chegado em casa ele começara a se aprontar. Eu sabia que ele já estava pronto faziam horas.

- Olá! – Sorri ao encarar Marina assim que abri a porta. Ela estava lindíssima em um vestido azul marinho rendado e com os cachos presos em um rabo de cavalo alto. – Você...está...uau! – Acabei exclamando em voz baixa e inevitavelmente meus olhos encararam seus lábios perfeitos e avermelhados.

- Você também está linda! – Marina respondeu, me encarando. Eu usava uma blusa de manga comprida em um tom vermelho queimado e uma saia preta um pouco acima dos joelhos, além, é claro do salto alto. Havia me arrumado como para um jantar romântico, porém, nós sabíamos que o propósito daquele jantar seria outro. Marina adentrou a casa e rapidamente nos cumprimentamos com um selinho, depois de termos certificado que Ivan realmente não estava por perto.

- Ele...ele correu para o quarto! – Acabei dando de ombros e suspirei, internamente estava com medo de que Ivan não tivesse preparado para isso. Marina se aproximou e acreditei que ela fosse me dar mais um beijo nos lábios, por um instante receei que Ivan aparecesse, mas na verdade, a castanha beijou delicadamente meu rosto e então disse em um sussurro.

- Se importa se eu tentar ir falar com ele?!

Encaramo-nos e neguei com a cabeça, embora temesse sim a reação de Ivan.


Marina’s POV:


- Posso entrar? – Indaguei após bater na porta do quarto de Ivan. Clara e ele haviam me convidado esta noite para um jantar, e eu estava particularmente ansiosa para ir. Seria a primeira vez que veria os dois após todo o ocorrido no hospital e a missa de sétimo dia que Cadu tivera. Eu queria, de toda forma e mais do que tudo, que Ivan se sentisse a vontade conosco, que tudo acontecesse de uma forma natural, mas ao mesmo tempo temia o que já havia lhe sido dito, tanto por Cadu, quanto por qualquer outra pessoa.

- Pode...- A voz baixa e infantil me respondeu. Quando abri a porta, me deparei com Ivan sentado em sua cama de pernas de índio. Em sua mão, havia um porta-retrato, que logo identifiquei como sendo uma foto dele entre Clara e Cadu. Pelo rosto de Ivan naquela foto, eu julgara que ela deveria ter uns dois ou três anos.

- Vocês estão lindos na foto! – Indiquei com a cabeça e Ivan acabou sorrindo de canto. Seus olhos pareciam levemente marejados, e me aproximei de sua cama.

- Obrigado...foi no meu aniversário...meu pai que tinha feito o bolo...

Ivan apontou para o canto da foto onde havia um enorme e belíssimo bolo da Liga da Justiça.

- E era um bolo de super-poderes? – Tentei descontrair, deixá-lo mais a vontade. Ivan negou com a cabeça.

- Não, pra mim meu pai que sempre fora o super-herói...

- E eu acho que ...- Apontei para a cama, como se perguntasse se poderia me acomodar. Ivan concordou com a cabeça. -...ele continua sendo o seu super-herói. Minha mãe nunca deixou de ser minha mulher-maravilha...- Dei de ombros, confessando para Ivan, que pareceu surpreso.

- O que aconteceu com ela? – O garotinho indagou, desviando pela primeira vez os olhos da foto e me encarando.

- Quando eu era bem novinha, um pouco mais velha que você, na verdade...ela teve que ir embora, assim como o seu pai...

- Ela morreu? – Ivan parecia ainda mais surpreso.

- Sim...ela morreu...

- Eu acho que eu não conseguiria viver sem a minha mãe. – O menino parecia perplexo, como se tentava adivinhar como seria  a vida sem sua mãe.

- E eu nunca achei que conseguiria viver sem o meu pai...- Respondi, mostrando que estávamos na mesma situação. Eu havia perdido a mãe e ele o pai.

-...nem eu sei...como...- Ivan fungou, tentando evitar um possível choro.

- No começo a gente não sabe mesmo...é difícil...e da saudades, mas posso te contar uma coisa? – Afaguei por um instante o cabelo liso e tigelinha de Ivan. O garoto concordou com a cabeça, e pela minha surpresa, ele parecia não ter estranhado o carinho que eu havia feito. -...depois...a gente descobre que eles estão sempre com a gente, nos ajudando em tudo...

- Mas então eu vou voltar a ver meu pai? – O menino indagou curioso.

- Hmm...não exatamente...talvez você não o veja...assim como nós vemos as pessoas...

- E como eu saberei que ele está aqui comigo?

Sorri de um jeito sapeca, me levantando e chamando Ivan para vir junto. Caminhei até a janela e ele me seguiu. Apontei na direção do seu onde haviam várias estrelas brilhantes, indicando o dia ensolarado que seria amanhã.

- Você vê todas essas estrelas? – Indaguei e ele concordou com a cabeça. – Enquanto elas estiverem brilhantes no céu, seu pai estará com você...sempre, cuidando e te protegendo de todo o mal!

Seus olhos claros encararam os meus e ele pareceu mais confortado.

- Vai mesmo?

Concordei com a cabeça.

- Vai sim...e quer saber do que mais? Antes de dormir, sempre que eu encaro o céu assim à noite, eu tiro uns minutinhos para falar com a minha mãe. Você também pode falar com seu pai, sempre que quiser, que ele estará ouvindo...

Ivan sorriu, enquanto seus olhos se davam conta da imensidão de estrelas que havia no céu. Sorri, observando-o. Eu gostaria de poder tirar a dor que ele sentia naquele momento,  a dor que eu conhecia muito bem, mas eu sabia que seria fundamental para seu crescimento.

- Olhaaaa que eu vou comer todos os cachorros-quentes sozinha, hein! – Clara surgiu no quarto como um furacão, enchendo o filho de cócegas. Acabei rindo, de ver a relação linda que eles mantinham.

- Ai! Não! Mãe! Paraaaaaa! – Ivan se contorcia com a brincadeira da mãe.

- Então vamos para ontem fazer esses lanches, que a nossa visita ta esperando!

- Eii...visita? – Protestei e Clara me mostrou a língua. Acabei rindo, e quando Ivan conseguiu se soltar da mãe, saiu em disparado pelo corredor. 

Clara o seguiu e eu fui logo atrás.

- Do que você vai querer Ivan? – Clara perguntou para o garoto, que imediatamente apontou para mim.

- O que a Marina fizer! – As palavras dele me surpreenderam.

- A Marina? Mas você tinha que fazer o dela, e não o contrário, Ivan...- Clara cruzou os braços e eu acabei rindo. Levantei os braços, me rendendo.

- Vamos lá! Se é pelo bem da nação, eu vou para a cozinha! – Ivan comemorou com pulos pela casa.

- Ebaaaaa! Eu vou querer cachorro quente com queijo, milho, ervilha, molho de tomate, purê, presunto...- Ele desatou a falar todos os ingredientes que lhe vinham a mente.

- E cabe isso tudo ai Ivan? – Clara apontou para a barriga dele.

- Cabeeeee! – Ivan respondeu animado.


...



Rio de Janeiro – Brasil, três anos depois.


Ivan’s POV:

- É com imenso prazer, que chamamos ao palco do nosso auditório esta tarde para a homenagem ao dia dos pais: Ivan Fernandes! – Anunciou a professora de Língua Portuguesa naquele ano.

Houve uma explosão de aplausos na plateia. Segurava em mãos um papel pautado com o texto que eu havia preparado. Era minha primeira grande apresentação, não só para a sala, mas sim para meus colegas, professores e familiares. Pode parecer que não é muita coisa, mas para um garoto de, recém-completados, dez era bastante. Eu ainda estava atrás das cortinas vermelhas, hesitando se deveria ou não entrar, quando outro professor me chamou atenção.

- Psiu, vai, Ivan...é a sua vez! – O professor de informática, que passaria os slides, murmurou.

Concordei com a cabeça, embora o frio na minha barriga só aumentasse. Eu me arrependia de ter me candidatado para participar da homenagem ao dia dos pais, mas talvez, naquele momento fosse um pouco tarde para dizer que eu não queria mais. As cortinas vermelhas se afastaram, revelando todo o público do auditório que havia a minha frente. Uma explosão de palmas ecoou novamente pelo ambiente, enquanto, rapidamente, eu tentava localizar minha mãe e Marina naquela plateia. Na quinta fileira, três cadeiras para dentro, lá estavam elas, sentadas lado a lado e explodindo em palmas junto com a multidão. Eu sabia que naquele momento sentiam muito orgulho de mim, então me esforcei para não decepcioná-las. Embora eu tivesse passado as últimas três semanas treinando com Marina meu discurso, todas as palavras sumiram da minha cabeça no instante em que abri a boca para falar.

- Er...er...- Me vi gaguejar, e senti minhas pernas ficarem ainda mais moles. Respirei fundo, tentando soar natural. – Meu nome é Ivan...Ivan Fernandes...- Escutei mais uma vez as palmas e alguns assovios. Este não era meu texto, mas eu teria que improvisar, uma vez que o original parecia ter sumido da minha mente. -...e hoje eu estou aqui para prestar a minha homenagem de dia dos pais...- Sorri de canto, e olhei o telão que estava posicionado atrás de mim. Em alguns instantes uma foto minha, do meu pai e da minha mãe, surgiram. – Estes, são minha mãe Clara...que está hoje aqui na plateia...- Apontei na direção da minha mãe, que imediatamente ficou vermelha ao ser ovacionada pela plateia. -...e meu pai Cadu. Ele não pode estar aqui hoje, porque há três anos atrás ele nos deixou. – Houveram alguns murmurinhos na plateia, mas como Marina havia me instruído a fazer, ignorei. -...isso não significa que ele tenha me deixado mesmo. Porque eu sei que em algum lugar dessa plateia, ele tem um lugar especial, e está hoje me assistindo aqui. Meu pai era um homem muito bom, ele fazia e criava receitas como ninguém...e também era o melhor atacante de futebol de areia que eu já conheci. A última vez que eu falei com ele, meu pai me pediu para que eu fosse um bom garoto e que cuidasse e orgulhasse sempre a minha mãe, pois ela precisaria de mim. De certa forma...é por isso que eu estou aqui hoje...- Fiz sinal para mudarem de slide, e de repente surgiu no telão uma foto minha com a mamãe e a Marina, cada uma beijando um lado do meu rosto, e o castelo azul do Magic Kingdom na Disney atrás. Estávamos em uma viagem de férias naquela foto. – Este sou eu...- Apontei para minha imagem de boné, tirada um ano atrás. -... minha mãe e a namorada dela, Marina, quando fomos realizar meu maior sonho, que era conhecer a Disney em Orlando. – Percebi algumas pessoas da plateia ficarem incomodadas, mas continuei.-  Eu estou hoje aqui para não só homenagear o meu pai, que foi o melhor pai do mundo, mas também para homenagear à minha mãe e a Marina, como tantas outras mulheres nesse mundo,  cuidam de nós quando não podemos ter nosso pai por perto. De certa forma, elas são mães e pais ao mesmo tempo, e merecem ser lembradas nesse dia tão especial. – Suspirei, e continuei. – Sei que muitos de vocês olhariam minha família hoje com olhos estranhos, ou diriam que não é um bom ambiente para eu estar. Mas eu queria dizer, e queria que vocês soubessem que eu tenho a melhor família do mundo e que eu não as trocaria por nada. – Fiz sinal novamente para mudarem de slide, e desta vez o telão foi ocupado por uma imagem única do meu pai. - Por isso, eu gostaria de chamar ao palco os meus homenageados de hoje, no dia dos pais: minha mãe Clara e a Marina...e é claro, meu pai, Cadu. – Apontei em direção a foto que estava atrás de mim. Encabuladas, mas ainda sim orgulhosas, minha mãe e Marina foram pedindo espaço entre a fileira e conseguiram chegar ao palco. Elas me abraçaram, uma de cada lado e sorri, um sorriso que continha todo o orgulho que estava em meu peito. Percebi nos olhos das duas que estavam emocionadas, assim como eu. Os últimos dois anos, desde que havíamos nos mudado para a casa da Marina e mamãe havia contado para todos que ela era sua nova namorada, não havia sido fácil, nem na família da mamãe, nem na minha escola, mas vínhamos lutando dia a dia por isso.  – E esta, é a família que eu amo!

A plateia aplaudiu fervorosamente, ainda que um ou outro familiar ali presente não o fizesse.

- Você foi demais, Ivan! – Marina fez sinal de joia para mim, quando já havíamos chegado ao restaurante que elas haviam reservado para comemorar minha apresentação.

- É...eu estou treinando para quando eu for baterista de rock e tiver que me apresentar! – Fiz sinal de rock com a mão, com o indicador e o dedinho levantados. – Yeaaaaah! – Ri de uma forma divertida.

- É isso ai, garoto, to gostando de ver! – A amiga ruiva da Marina, Vanessa, chegou de mãos dadas com uma moça morena que também trabalhava lá no estúdio.

- Flavinha e Van...que bom que vocês vieram! – Marina exclamou, e no mesmo instante mamãe também se virou para olhá-las. – Quanto tempo!...Desde que vocês decidiram sair do estúdio...tenho ficado louca com os ensaios...

- Viu... agora ela da valor! – A ruiva apontou na direção de Marina e as demais gargalharam com o jeito divertido que Vanessa havia dito. – Sabe como é né,...- Vanessa olhou de uma forma divertida e cúmplice para Flavia. – Podemos contar?!

- Ihhhh qual é, cara, falem logo! – Mamãe insistiu. – Não venham nos dizer que vocês vão se casar? – Minha mãe havia arriscado, o que fez as duas gargalharem.

- É ruim hein!...Nós estamos curtindo...só curtindo! – Vanessa falou, mas levou um tapa de Flávia de leve no ombro.

- Você para de enrolar, hein Van! – Marina também entrou na brincadeira.

- Não gente...pera a novidade não é essa...na verdade, Marina,....a novidade é que eu...- Flavia era quem falava. -... que eu fui convidada para fazer minha primeira exposição! – A moça morena disse com um sorriso imenso.

- Fala se não é pra eu ter muito orgulho da minha morena tropical! – Vanessa brincou, roubando um beijo rápido da moça morena.

- Tem criança na mesaaaa! – Alertei, fazendo uma caretinha com o beijo delas e todas elas riram.

- Uhulllllll!- Marina comemorou, fazendo sinal para todas se acomodarem na mesa. – Hoje é dia de comemorar duplamente! – Ela fez sinal para o garçom, que logo a atendeu. Pediram duas champagnes e uma limonada para mim.


Brindamos uma, duas e três vezes. Na verdade, eu acho até que mais.

Um comentário:

  1. nossa sua fic é linda me fez chorar parabens vc é mt boa pf continue estou esperando anciosamente pelo procimo capitulo

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