terça-feira, 8 de julho de 2014

The Way You Look Tonight (14º Capítulo - Fanfic)

Notas: Preparadas para o último capítulo? Então lhes apresento aqui ele! Muito obrigada por acompanharem e comentarem a fic, sem vocês ela não teria chegado até aqui!



Capítulo 14: Infinite


“O seu olhar me disse
Que ainda há tanta coisa pra se entender
Pra que controlar?”
(Tânia Mara, Só Vejo Você)


Clara’s POV:

- Mas você acha que é mesmo seguro? – Indaguei para Marina que estava do outro lado da linha. Eu estava dirigindo o carro em direção a escola de Ivan para buscá-lo.

- Clarinha, ele já tem dez anos...quase onze, por favor! Não vai acontecer nada. – A moça tentou me garantir do outro lado da linha.
Respirei fundo, segurando o celular com o ombro, enquanto parava o carro no farol vermelho.

- Mas e se servirem bebida alcoólica? E se colocarem drogas no guaraná dele? E se o sequestrarem? – Me desesperem conforme as hipóteses em minha cabeça iam piorando.

- Não sei preocupe, meu amor. Ele ficará bem. Não vai ter nada disso...é só uma matinê, para pré-adolescentes e adolescentes...Nós já vimos o site da festinha milhares de vezes, lembra? 

- Eu sei...mas mesmo assim eu...eu...- Parei de falar, me sentindo uma idiota, mas acabei bufando logo em seguida. – É que é a primeira balada dele, cara...e...eu sou mãe né?

- Amor, não é uma balada...é uma matinê...vai dar tudo certo! Ivan é inteligente e espero...além do mais é o aniversario daquele melhor amigo dele, o Marcos...você sabe que ele ficaria chateado se não fosse.

- É, eu sei...-Resmunguei. -...Hmm..Ivan tá bem arrumado com a advogada que arrumei para ele hein. – Marina acabou rindo do outro lado da linha.

- Clarinha, você vai buscá-lo agora?

- Já sim...já estou com a mochila dele no carro também para passar o final de semana...porque você lembra o escarcéu que ele fez pra depois ficar na casa do Marcos. – Revirei os olhos me lembrando da cena. Ter um “pré-adolescente” em casa era mais difícil do que eu imaginava. Será que eu aguentaria quando ele chegasse na adolescência?

- Então...amor...- A voz da Marina havia se tornado mais baixa e sedutora, como só ela sabia fazer em todos estes anos que estávamos juntas. -...não se preocupe que eu irei te distrair para não ficar tão preocupada com Ivan que estará muito bem, por sinal.

Um súbito arrepio me atingiu, quando tentei imaginar os planos que Marina tinha.

- Só você...só você, amor, para conseguir isso!

- Eu sei! – Ela respondeu daquele jeitinho metidinho que só ela tinha, e que sempre me encantava com toda aquela autoconfiança.

Assim que cheguei na porta da escola, Ivan se apressou a entrar no carro, a fim de não passar muita vergonha na frente dos colegas.
- Vamos, mãe! – Ele disse, colocando o cinto.

- Calma, pera lá, cara...cadê meu beijo? – Ele se aproximou e beijou meu rosto. Encaramos-nos pelo retrovisor, uma vez que o garoto estava no banco de trás.
- Agora você pode ir? – Ele voltou a perguntar.

- Tá bom...tá bom... Mas olha...- Disse enquanto dava partida no carro para seguirmos em direção a casa do amigo de Ivan. – Vamos recapitular tudo. Eu quero notícias, se você ver qualquer movimentação estranha você me liga, nada de beber, muito menos coisa do copo dos outros, assim que você chegar na casa do Marcos depois da festa você me...

- Tá bom, mãe, tá bom...- Ivan me interrompeu. – Você já disse isso a semana inteira, tá pior que chamada oral na escola, eu hein...

- Olha o respeito menino! – Franzi a testa.

- Eu vou fazer tudo direito...- Ivan me garantiu.

Seguimos caminho conversando sobre a festa que Ivan iria. Por mais que meu instinto de mãe fosse impedi-lo de ir, eu tentava acreditar em Marina, que dizia que tudo ficaria bem e que essa só era a primeira de muitas outras festas que nosso pequeno, não mais tão pequeno, iria. Ivan se despediu de mim e esperei até que ele entrasse no prédio do colega. Minha vontade era de falar para ele voltar, mas, mais uma vez me controlei e com o coração apertado o deixei ir.

Dirigi até Santa Teresa esperando encontrar Marina ainda no estúdio, mas quando me aproximei do belo jardim de sua casa, adentrando  a sua propriedade, que ela insistia em chamar de nossa, me deparei com as luzes do andar de baixo bastante fracas. Abri a porta da casa, e de repente entendi porque pareciam tão fracas lá de fora. Todo o ambiente havia sido preparado, apenas algumas velas dispostas pela casa iluminavam o local, da forma mais romântica que eu poderia imaginar. Sorri, lembrando do que Marina havia me dito ao telefone, que me ajudaria a distrair.

- Amoor...- Chamei-a. – Cheguei! – Anunciei, mas até então ela não havia aparecido. Adentrei mais alguns passos e quando estava entrando quase na cozinha, fui surpreendida por mãos que tamparam meu rosto. Seu perfume e pele macia eram incomparáveis. Acabei sorrindo.

- Destino errado...- Marina anunciou em meu ouvido, me guiando para que eu mudasse de direção. – Eu até tenho um jantar preparado para você...- Ela continuou murmurar em meu ouvido entre algumas mordidinhas no lóbulo da minha orelha, que me deixavam com as pernas ainda mais bambas. -...porém, eu quero que você me ajude com algo primeiro.

- Te ajudar? – Marina soltou a mão dos meus olhos e em um instante estava na minha frente. Belíssima, usando um vestido branco preso na cintura e solto no resto do corpo, que por diversas vezes eu a havia elogiado nele.
- Sim eu fui convidada para uma exposição...e quero que você me ajude a escolher uma foto.

- É sério? – A abracei forte. Tínhamos há poucos anos atrás passado por alguns meses de dificuldade. Abracei-a forte. – Estou tão orgulhosa por você!
Marina concordou com a cabeça, indicando a cadeira para que eu me sentasse. Ela ficou parada ao meu lado, mas de pé, para que pudesse projetar a imagem do notebook na parede a nossa frente.

- Presta atenção, amor...- Ela falou baixou mais uma vez e beijou meu pescoço. Meus olhos continuavam fixos na parede que seria projetado as imagens. Em alguns poucos instantes um filme com jogo de imagens rápidas começou a passar. Mas no lugar de serem fotos que Marina havia tirado, eram fotos nossas. Desde o início, fotos na primeira exposição onde eu a vi, fotos que ela havia me fotografado, fotos que eu a havia fotografado. Fotos de todas as festas, jantares e cinemas que fomos juntas. Fotos de viagens, Angra, Petrópolis, São Paulo, Poços de Caldas, Curitiba, Salvador, Gramado e as de Orlando com Ivan. A última foto era a de Ivan na formatura do Ensino Fundamental 1, ambas abraçadas no nosso formando. Em seguida, a parede se tornou preta e letra a letra foi sendo escrita no efeito do vídeo.

“Eu levei 500 fotos e cinco anos para te convidar para a maior exposição das nossas vidas:
 O nosso casamento.
Clara, meu amor, você aceita se casar comigo?!”

A parede se tornou branca novamente. Meus olhos haviam se enchido de lágrimas, aquelas fotos haviam rebobinado um vídeo de nossas vidas na minha mente. Quando me virei para encará-la, percebi que Marina também estava emocionada.

- Eu te amo... você aceita se casar comigo?- Ela disse mais com os lábios do que com a voz. Segurei sua mão e percebi como estava gelada, como estava nervosa.

- Eu também te amo...e é claro que eu aceito, Marina Meirelles, eu quero uma vida, uma casa, uma Era com você...eu te amo...te amo muito! – Marina se abaixou um pouco, ficando da minha altura, uma vez que eu estava sentada, e nos beijamos com carinho. Reconhecendo novamente nossos lábios juntos, línguas e gosto.

Marina voltou a me esticar a mão de uma forma toda encantadora e até mesmo cavalheira.

- Eu tenho um jantar para nós...

Surpreendi-me com aquilo, em todos aqueles anos se a tinha visto cozinhar duas vezes era muito, e em geral era comida congelada.

- Miojo? – Brinquei com ela e a castanha me mostrou a língua.

- Na verdade um delicioso Raviolli de Mussarella de búfala ao molho sugo com manjericão... – Marina me surpreendeu.

- É mesmo? – A deixei que ela me guiasse pela mão até a sala de jantar.

- Na verdade a massa é congelada...- Ela confessou, me fazendo rir.

- Imaginei...

- Mas ficou realmente uma delícia! - A castanha garantiu.

- Eu não duvido de você, amor!

Marina puxou a cadeira para que eu pudesse me sentar. A sala de jantar havia entrado completamente no clima. Somente a luz de velas, a mesa estava posta e o jantar cheira e aparentava estar realmente delicioso. Uma garrafa de vinho, da mesma marca que havíamos divido em Petrópolis, havia sido colocada na mesa e havia também uma bela salada na mesa.

- Uau, você preparou tudo mesmo!

- Eu te disse, meu amor!

Brindamos ao nosso noivado, ao nosso casamento e nossas vidas. Ao final do jantar estávamos levemente alteradas pelo vinho.

- Eu quero dançar com você! Vamos dançar! – Marina pediu, se levantando repentinamente e esticando a mão em minha direção.

- Começamos com uma dança e...

Marina completou.

- ...Concretizamos nosso amor com uma dança!

Marina’s POV:

With golden string
Our universe was brought to life
That we may fall in love
Every time we open up our eyes”*
(Sleeping At Last, Sun)


Quantas vezes eu conseguiria recordar? Talvez eu nunca encontrasse essa resposta. Mas sempre que nossos olhos se encontravam, eu me via novamente naquela exposição em que conheci Clara. A primeira vez que eu a avistei, embora houvesse flashes de fotos para todos os lados, nenhum fora capaz de ofuscar sua beleza. Pelo contrário, eles pareciam realçá-la ainda mais. Ela ainda estava com Cadu na época, e embora tenha mentido na época para Vanessa dizendo que ambos chamaram minha atenção como um todo, eu sabia, desde aquele dia que só fora Clara. Só existia Clara para mim e por ela eu seria paciente, eu esperaria o quanto fosse preciso. Me lembro do nosso primeiro encontro de olhares, a forma como nos perdemos juntas naquele mergulho que foi encontrar uma a outra. O arrepio que percorreu meu corpo junto ao desejo por conhecê-la melhor. Agora, com aquela mulher maravilhosa diante de mim eu me sentia a pessoa mais sortuda do mundo. A mais feliz e a mais amada. Nossos olhos se encontraram mais uma vez como aquela primeira e com ele trouxe todo o misto de sensações e recordações.

The Way You Look Tonight começou a tocar ecoando pelo o ambiente. Era nossa música, não poderia haver outra escolha. A música mantinha-se em um tom baixo, quando convidei Clara para aquela dança. Nossos corpos, desta vez, diferente da primeira, agora se conheciam tão bem, se conduziam sem nenhum esforço, sem nenhuma estranheza. De forma leve e natural entre rodopios pela sala. Seu sorriso lindo, iluminando aquele rosto perfeito, que tinha luz própria, me lembrava do porque eu havia me apaixonado por ela. Clara era um paradoxo. Ao mesmo tempo em que era uma mulher tão simples, que esbanjava simplicidade, trazia dentro de si uma complexidade imensa. E era exatamente este contraste que a fazia única, que me fazia amá-la tanto.

- É a sua vez...- Ela me informou rindo, girando-me e acabei sorrindo pela forma inesperada que ela fazia tudo. Voltamos a nos encarar, nossos corpos voltaram a se encontrar. Senti aquele súbito arrepio que me percorria todo o corpo quando sentia o calor de seu corpo, a maciez de sua pele.

- Foi assim que tudo começou...- Disse em sussurro ao seu ouvido, quando nossos corpos bailavam como se fossem um só, lentamente ao ritmo que a música impunha.

- Não...tudo começou quando eu te vi pela primeira vez naquela exposição. Eu fiquei fascinada por você, e acho que isso se deve a, internamente, eu já saber que você viria a ser a mulher que mudaria minha vida, meus conceitos e que me faria quebrar minhas próprias barreiras. A mulher que me faria amar e que saberia o que é ser amada no sentido mais profundo da palavra amor.

Sorri, emocionada. Clara tinha esse poder de me emocionar com palavras, com um olhar ou com um toque.  Encostei a lateral do meu rosto no seu, sentindo sua pele, sem muito pensar, continuávamos dançando. Sussurrei em seu ouvido que tão próximo aos meus lábios estavam.

- Eu te amo. Eu te amo...Eu te amo...- Contornei sua orelha com pequenos beijos e percebi sua pele se arrepiar diante das minhas mãos.

- Eu também te amo...mais que tudo. Eu quero ser sua noiva, sua esposa, o amor da sua vida!

Encaramos-nos, percebi que Clara tinha também em seus olhos lágrimas.

- Você já...você já é tudo para mim!

Nossos lábios se encontraram lentamente, como se também fossem guiados pela música. Parecia uma reprodução ainda mais perfeita do que fora nosso primeiro beijo. Senti a maciez dos seus lábios, o toque delicado do seu beijo e o gosto adocicado de vinho que sua boca tinha. Aos poucos fomos nos aprofundando mais naquele beijo, entrelaçando as línguas, explorando uma a boca da outra, que já era tão conhecida à mim, mas que eu sempre sentia como se fosse a primeira vez que a beijava. Toda vez que eu encarava Clara, sentia dentro de mim, que eu estava me apaixonando novamente por ela. Talvez esse fosse o segredo do amor, encontrar alguém que lhe fizesse sentir assim, uma eterna apaixonada.

Senti seus dedos percorrerem minhas costas descobertas pelo decote do vestido. Fechei os olhos, perdendo o ar com seu toque. Clara desviou os beijos por meu pescoço e ombro que estava a amostra. Desci minhas mãos até sua cintura e levemente a apertei, trazendo-a para mais perto de mim, como se ainda houvesse alguma espécie de espaço entre nós.

Beijei novamente sua orelha, desta vez puxando levemente o lóbulo dela com os dentes. Clara soltou um risinho baixo, ofegante. Havíamos nos desconcentrado da música, que agora mudara e tocava “Je L’aime à Mourir” do Francis Cabrel, um importante cantor da música popular francesa. Cambaleando em nossas próprias pernas e na urgência que crescia dentro de nós, a encaminhei para a sala onde haviam alguns puffs e almofadas no chão. Como se nosso corpo se entendesse sem a necessidade de palavras, fomos nos abaixando, ficando de joelhos no chão, enquanto nos explorávamos mutuamente. Com a mesma rapidez retiramos nossas peças de roupa. Clara retirou meu vestido e eu havia me livrado de sua calça jeans e blusa de mangas estampadas. Meus dedos contornaram seus ombros, braços, cinturas e quadril levemente, como se a estivesse desenhando.

- Você me tortura...- Ela sussurrou com minha demora. Mas era impossível não querer reconhecer cada pedaço de seu corpo. Cada vez que clara fechava os olhos, mordia o lábio inferior ou segurava em meu cabelo, minha vontade de tê-la crescia dentro de mim, era a mais bela visão que eu poderia ter diante dos meus olhos.

- Não, eu te amo...- Nós fomos nos deitando em meio aquelas mesmas almofadas que haviam ali e nos livrando das últimas peças que faltam. Encaixando nossos corpos que tão bem pareciam se completar, trocando o calor e desejo que havia entre nós. Compartilhando nosso amor que eu sabia naquele instante que era infinito.

“Elle a dû faire toutes les guerres pour être aussi forte aujourd'hui,
Elle a dû faire toutes les guerres de la vie et l'amour aussi.”*
(Francis Cabrel, Je L’aime à Mourir)

Naqueles cinco anos juntas, havíamos passado por altos e baixos. Nosso amor nunca fora fácil, mas nenhum amor nunca é. Para que ele exista é necessário respeito, carinho, cumplicidade, aceitação e é claro uma dose sem fim do próprio amor. Eu havia esperado por ela, e esperaria muito mais se fosse necessário.

A aceitação de Clara em relação a si mesma e ao nosso relacionamento, foi gradual, como em geral se é. Quando quebramos nosso próprio preconceito, tudo se torna mais fácil e aceitar, em geral, é uma questão de tempo e convivência. Garanti a ela que tudo que ela precisasse, eu estaria ao seu lado. E sempre tentei realmente estar.

Ivan é um garoto completamente especial, que virou parte essencial da minha vida. Agradeço todos os dias por ele gostar de mim e por estar ao nosso lado. Não me imagino mais sem ele. Conversamos sobre tudo, de matemática as garotas novas de sua sala. E com o tempo a tendência da nossa relação é só melhorar. Ele já fez algumas exigências assim que contamos para ele sobre o casamento. Disse que quer um irmão ou uma irmã para lhe fazer companhia e que irá nos dar um presente de casamento.

Casamos-nos seis meses depois no verão parisiense à beira do rio Sena. Não foi uma festa grande, na verdade havia somente nós duas e não poderia ter sido mais perfeito. Aprendi que festas grandes, muitas vezes não cabem a certas ocasiões e que festas à dois podem ser mil vezes melhor. Clara havia me dito que seu sonho era conhecer a França e a partir do momento que trocamos alianças eu havia prometido que realizaria todos os seus sonhos, porque ela havia realizado o meu maior sonho: havia se tornado minha mulher.

Eu e Clara estamos realmente pensando em adotar um irmãozinho ou irmãzinha para Ivan. Cada mês que se passa Ivan fica mais velho e a casa mais silenciosa fica. Nós estamos certas de que há mais amor naquela casa e que podemos espalhá-lo portão à fora. Nossa lua de mel na Bélgica foi incrível e nos comprometemos a renova-la todos os anos. Assim que voltamos, fomos recebidas por Ivan e um novo integrante na casa. Nosso presente de casamento se chama Thor e é um cachorrinho vira-lata muito simpático. Eu nunca pensei que, com a vida agitada que eu antes levava, eu diria isso, mas atualmente a melhor parte do meu dia é voltar para casa e ser recebida por minha esposa, Ivan e nosso cachorrinho.

Talvez eles estejam me transformando em uma “mulherzinha”, e eu acho que realmente estou gostando da experiência de ser uma.

As aulas no galpão me abriram muitas portas e recentemente fui convidada para ministrar aulas em outras capitais brasileiras e internacionais. Clara e eu ainda estamos tentando nos adaptar com essas futuras viagens, mas faço questão que ela e Ivan me acompanhem em algumas, quando as férias escolares coincidirem. 

- “Falar de amor nunca é fácil. Ao mesmo tempo em que existam tantas explicações e comparações outras tantas faltam para falar desse sentimento. Desculpe-me, meu amor, se eu não conseguir expressar aqui tudo que eu sinto, mas eu pretendo demonstrar no decorrer dos nossos dias e noites juntas, nesta nova etapa que hoje começamos. Agora, você se torna minha mulher, oficialmente por meio destes papéis. Mas eu sei, que muito antes disso, nós éramos uma a mulher da outra.  Eu sempre fui sua, desde o instante que nossos olhos se encontraram. Você não só me completa, você me transborda e me enche de alegria.  Eu quero dividir uma história com você, eu quero chegar em casa e sentarmos à mesa para conversarmos sobre como foi nosso dia, quero acordar e te encontrar sempre ao meu lado, dividir nosso vinho favorito em plena segunda feira, quero poder ajudar Ivan com as lições de inglês todas as quartas à noite e fazer faxina com você aos sábados de manhã. Quero festas de começo e de final de ano com a nossa família e dizer que eu te amo cada vez mais, à cada ano que passarmos juntas.  Quero que você me ensina a simplicidade da vida, assim como me ensinou a amá-la.” – Votos de casamento de Marina para Clara.


Fim.




Notas finais:
* “With golden string our universe was brought to life that we may fall in love every time we open up our eyes”: Com fios dourados o nosso universo foi trazido à vida com a qual podemos nos apaixonar toda vez que abrimos nossos olhos.


*“Elle a dû faire toutes les guerres pour être aussi forte aujourd'hui. Elle a dû faire toutes les guerres de la vie et l'amour aussi.” : Ela precisou fazer todas as guerras para ser forte assim, hoje. Ela precisou fazer todas as guerras da vida e amor, também .

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