sábado, 21 de novembro de 2015

Caminhos Para Liberdade (Capítulo II)


- Flora, Flora, Floraaaa! - Eu escutei meu irmão caçula gritando do lado de fora do quarto. Nossa diferença de idade não era tão grande, porém, o suficiente para eu querer esconder parte da minha adolescência dele. Seus gritos fizeram com que eu me afastasse abruptamente de Cintia. Levantei, tentando disfarçar, fingindo fazer outra coisa no quarto que não beijar a garota de cabelos azuis que estava sentada em minha cama.
- O que foi, Ric? - Gritei e só abri a porta do quarto depois de me assegurar que Cintia havia abotoado todos os botões de sua blusa.
- Eu ganhei um jogo de cartas novo, vocês não querem jogar comigo? - O menino de treze anos esticou o baralho, espiando, com curiosidade, para ver quem me fazia companhia.
- Não, agora não, Ric! - Encostei a porta, indiferente com o que Ricardo tentava falar a seguir. - Desculpa, meu irmão é...- Parei de falar ao perceber que Cintia se arrumava para sair. - Você vai embora?- Perguntei rapidamente, acreditando que aquilo pudesse impedí-la. (...)

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